domingo, 25 de agosto de 2013

Chapter 29

"Algumas pessoas vão mentir para você? Vão. Outras pessoas vão te decepcionar e te iludir? Com certeza. Mas é aquilo... Você vai desistir do mel ou odiar todas as abelhas só porque uma te ferroou?"
- Espera ai! - gritou a Becky me parando no corredor e me levou novamente para dentro da sala onde estávamos.
- Não! Eu vou atrás daquele babaca do Mahone! - falei um pouco alto demais.
- Você não pode sair agora. - ela disse.
- Por que não? - perguntei e uma garçonete chegou perto da gente com uns sushis.
- Aceitam? - perguntou e a Becky me olhou como se aquilo respondesse minha pergunta, ali havia pessoas demais.
- Aceito. - eu disse e peguei a bandeja da mão dela. - Vou ao banheiro. - eu disse saindo da sala com a bandeja na mão.
- Ei! - ouvi a voz de Becky e vi que ela vinha correndo atrás de mim. - O que você vai fazer com isso?
- O que você acha? - perguntei e vi um carrinho de limpeza no corredor e coloquei todos os sushis em um saco plastico e deixei a bandeja lá em cima. - Qual é mesmo o andar? - perguntei entrando no elevador.
- Você não deveria fazer isso. - ela disse entrando no elevador também e eu me virei irritada para ela.
- Me desculpe mesmo, mas não tem nada que você diga que vai me impedir. - eu disse e ela olhou para mim e para os botões do elevador. - Por favor me diga, você não acha isso injusto? Você prestar atenção e ele não? - perguntei e Becky me olhou com um olhar diferente dessa vez.
- Vamos para o oitavo andar. - ela disse e apertou o botão.
Depois de o que me pareceu horas, o elevador finalmente chegou ao oitavo andar, porém o futuro defunto não estava lá. O oitavo andar tinham várias coisas de gravações de filmes que provavelmente haviam sido usadas apenas uma vez. Eu vi uma secção onde tinham algumas armas estilo faroeste e me aproximei.
- Isso funciona mesmo? - perguntei já pegando em uma delas.
- Sim. - a Becky respondeu. - Mas está tudo descarregado. Olha isso aqui! - ela disse e eu olhei para onde ela estava.
Era incrível! Tinham armas estilo Homens de Preto, Pequenos Espiões e Jack Chan, pequenas e fáceis de carregar.
- Funcionam? - perguntei com os olhos brilhando e peguei uma que tinha algo como um gancho na ponta. Assim que levantei ela tomou impulso e quase quebrou uma estátua grega que havia ali do lado.
- Eu vi eles trazendo hoje mais cedo essas coisas para cá, pelo visto ainda não descarregaram. - ela disse e eu sorri.
- Ótimo, vamos levar todas. - eu disse e ela olhou para mim.
- Tenho uma ideia melhor.
Não posso negar que Becky era uma genia do mal. Nós descemos a escada de serviço até o sétimo andar e eu pude ver Austin em uma sala de vidro com Dave e um cara forte que parecia ser um segurança.
- Pronta? - ela perguntou e eu assenti indo em direção á sala com a bolsa dela cheia de sushi.
- AUSTIN MAHONE! ISSO AQUI É UM BANHEIRO? O QUE VOCÊ ESTAVA PENSANDO? - eu gritei e comecei a jogar os sushis nele. - SEU FILHO DA...
- Ei! A Michele não tem nada haver com isso! - Dave me cortou e eu parei de jogar sushi no Mahone.
- Você também sabia disso não é mesmo? - perguntei irritada mudando meu alvo e ele fez uma cara arrependida, mas isso não mudou nada. - O que eu fiz para você?
- VOCÊ ME MOLHOU! E MOLHOU MEU CARRO! - disse Dave irritado.
- E EU DEVIA TER ALAGADO TUDO E NÃO DEVIA TER AJUDADO A LIMPAR! - gritei e comecei a tacar sushi nos dois. - SEUS IDIOTAS, EU VOU MATAR VOCÊS!
- Vai nos matar com sushi? - perguntou Austin rindo e eu olhei para ele com uma cara assustadora.
- Não. - eu disse e sorri os deixando confusos e assustados. - Tenham um bom dia. - eu disse fechando a porta logo em seguida.
- Ei, o que você está fazendo? - ele perguntou enquanto tentava abrir a porta trancada.
- Aproveitem o Alaska. - eu disse e dei sinal paa Becky ativar o resfriamento da sala.
- Você está ajudando ela nessa? - ele perguntou frustrado e Becky sorriu.
- Nós nos ajudamos de vez em quando. - ela disse e esfriou ainda mais a sala, deixando na temperatura de 10°. - Tranquei o segurança no banheiro enquanto ele fugia da confusão. - me avisou e eu sorri.
- Assuma que é um idiota folgado e prometa que a partir de amanhã até o final da semana toda vez que for dirigir a palavra a mim diga princesa, linda, maravilhosa, porque sabe... Eu gosto de quando aumentam minha auto estima. - eu disse e sorri pra ele.
- Não vou fazer isso. - ele disse irritado e eu levantei a mão para ele parar de falar. - Além de tudo isso quero que você me obedeça durante 10 dias, começando hoje.
- Não acabei. - eu sorri e continuei. - Além de tudo isso quero que você me obedeça durante 10 dias, começando hoje.
- Não! Nunca! - disse o idiota.
- Ótimo. - eu disse e mostrei o celular que eu segurava para ele. - Reconhece esse iPhone?
- O QUE VOCÊ ESTÁ FAZENDO COM MEU CELULAR? - ele perguntou mexendo nervosamente nos bolsos. - Como você pegou isso?
- Sushis são ótimos para distração. - eu disse e dei um sorriso para Becky. - Agora só falta você aceitar esse acordo.
- Não! - ele disse irritado. - Devolve meu celular!
- Não enquanto você não fizer o que eu estou mandando, mas te aconselho a ir rápido. Os ar condicionados de hoje em dia conseguem esfriar rapidamente. - eu sorri de modo convencido para ele e comecei a mexer no celular que Becky havia desbloqueado para mim, já que ela sabia a senha. Era uma combinação que dava AM nos números, porque amor próprio é tudo.
- Você não pode estar mexendo no meu celular. - ele disse e eu mostrei a tela do twitter para ele, o deixando desesperado.
- PARA DE MEXER AI! ISSO É MEU! - ele gritou e deu um soco na porta.
- Faça logo o que eu quero e você vai poder sair dai e ter seu precioso celular de volta. - eu disse e sorri para a cara maligna que ele fez para mim.
Eu fui no meu twitter e me segui no twitter dele e aproveitei e segui mais umas quatro meninas que estavam pedindo. Honestamente, eu não sei como o celular dele não chegava a travar, pois toda hora chegavam mensagens e mais mensagens para ele. Tanto mensagens diretas quanto nas mentions.
- Você não lê essas mensagens não? - perguntei sem olhar para ele. - Olha é aniversário dessa menina, mande um parabéns para ela! Como você fala feliz aniversário ou parabéns? - perguntei e olhei para ele que me fuzilava enquanto Dave tentava quebrar algum vidro.
- DEVOLVE MEU CELULAR! - ele gritou furioso e confesso que me deu um pouco de medo, mas eu nunca demonstraria isso para ele.
Peguei o iPhone que ele havia me dado e coloquei na gravação.
- Repita essas palavras comigo: eu sou um retardado idiota... - eu disse e esperei por ele. - REPITA! - eu gritei e ele bufou. 
- Vai logo Austin. - pediu Dave parando de bater no vidro. 
- Eu sou um retardado idiota. - ele disse a contragosto.
- A partir de amanhã até o final da semana toda vez que for dirigir a palavra a mim diga princesa, linda ou maravilhosa e vou obedecer a Julia durante 10 dias, a partir de hoje. - eu disse e ele repetiu. - Caso contrario, vou levar ela e a Mari para conhecer o Justin Bieber. - terminei com um sorriso. 
- Não tem como eu levar você e mais alguém para conhecer o Justin, nem eu mesmo conheço ele direito. - ele me disse e eu dei de ombros.
- Então acho melhor não quebrar o acordo. - eu disse e desliguei a câmera.
- Ótimo, já conseguiu o que queria. Agora me tira daqui! - ele disse irritado e eu olhei para Becky que tinha uma estranha cara de culpada. 
Será que se eu falasse para ele não me matar ele faria isso? Bom... Não sei, também não fiquei lá para descobrir. Deixei o celular dele em cima de uma cadeira e sai correndo em direção as escadas. Não sem antes gritar para Becky desligar o ar condicionado e acionar o alarme de incêndio.
- DUAS VEZES HOJE?! - ouvi a voz de Dave enquanto descia e não consegui prender o riso.

- DUAS VEZES HOJE?! - ouvi a voz de Dave enquanto descia e não consegui prender o riso.

sexta-feira, 16 de agosto de 2013

Chapter 28

"Era isso que eles queriam: Mentiras. Mentiras maravilhosas. Era disso que precisavam. As pessoas eram idiotas, seria fácil para mim assim."
- Não! - eu disse e ele sorriu.
- Tudo bem. - ele disse e guardou o iPhone no bolso. - Sobre o que a gente estava falando mesmo?
- Isso não é justo! - reclamei e cruzei os braços emburrada fazendo ele rir e revirar os olhos.
- É mais do que justo. - ele disse dando de ombros.
- Não, não é! E eu não chamo atenção.
- Ah... Chama sim. - ele disse e olhou de relance para uma menina que usava um short curto que havia acabado de entrar.
- Não chamo. - eu disse e bati na mesa para chamar sua atenção.
- Chama. - ele disse e voltou a olhar para a garota que estava apoiada no balcão.
- Ei! - disse com um tom de voz um pouco mais alto e ele olhou assustado para mim. - Passa o iPhone!
- É um assalto por acaso? - ele perguntou rindo, finalmente esquecendo a garota de mini short que fazia o pedido no balcão.
- E se for? - eu disse e ele riu.
- Ok, vamos negociar "assaltante", você aceita minhas propostas e eu te dou o celular. - ele disse e eu me encostei no assento da cadeira.
- Vou tentar chamar menos atenção, pode ser assim? - perguntei e ele sorriu pegando o iPhone do bolso de novo.
- Pode. - ele disse e parou antes de que eu pegasse o celular. - E lembre-se amanhã vamos recomeçar tudo de novo.
- Amanhã? - perguntei confusa.
- É. Amanhã. - ele disse e eu dei de ombros.
- Ok. - falei e ele colocou o celular na minha mão.
- A caixinha está no carro, achei melhor tirar ele da caixa porque... Não cabia no meu bolso. - ele disse e olhou para o lado de fora onde dava para ver Dave no carro ainda tentando limpar o que eu havia molhado. - Eu pago a conta e você vai lá no banheiro pegar mais papel para ele, já que foi você que sujou tudo. Sabe Julia essa sua mania de tacar coisas nos outros é realmente estranha, podem pensar que você é louca.
- Vai se catar. - eu disse e joguei o suporte de guardanapo que tinha em cima da mesa, como ele havia dito, nossa trégua só começaria amanhã.
- Eu disse! - ele falou se levantando e eu me levantei também. - Da próxima vez te dou uma passagem para um hospício na Espanha.
Revirei os olhos e sai dali mexendo no meu novo celular. Era estranho mexer em um celular sem nada, mas eu mal podia esperar para voltar para casa e instalar tudo nele. Peguei um bolo de papel e escondi dentro do casaco. Não queria que me vissem saindo com um monte de papel na mão. Austin estava me esperando do lado de fora do McCafé e assim que viu eu saindo começou a andar em direção ao carro sem me esperar.
Assim que me aproximei do carro pude ver Dave todo atrapalhado com as folhas molhadas enquanto nos xingava, fazendo com que eu e Austin rissemos ao nos aproximarmos, já que eu havia conseguido alcançá-lo.
- Ah... Vocês estão ai ingratos. - ele disse e Austin deu o chocolate para ele. - Isso não vai compensar o que vocês fizeram aqui. - ele apontou com a cabeça para o carro e eu revirei os olhos.
- Dave você é muito burro, é só água. - eu disse e peguei os papéis que eu tinha pego no banheiro e comecei a limpar o banco.
- Mas a água entrou na costura do couro não dá para sair. - ele reclamou.
- Ok, deixa que eu cuido disso grandão. - eu disse e limpei o chão e os bancos rapidamente. - Sabe o Sol? Ele vai secar o resto.
- Ótimo, então você vai no molhado, eu dirijo agora. - ele disse e pegou a chave com o Austin que preferiu não reclamar e entrou no carro se sentando ao lado de Dave.
- E para onde foi o cavalheirismo de vocês? - perguntei indignada.
- Nosso cavalheirismo não tem nada haver com a sua idiotice. - disse Austin e Dave olhou para ele pensando em uma boa resposta, mas preferiu ficar quieto. Forrei o banco com alguns papéis que haviam sobrado e me sentei.
Dave dirigia devagar, não tão devagar assim, mas de qualquer forma, a lerdeza dele estava me incomodando. Pelo visto incomodava Austin também pelas caras que ele fazia quando olhava para o velocímetro e via que estávamos á 40 Km/h. Algo me dizia que Dave estava enrolando de propósito e achei melhor não falar nada sobre ele ir mais rápido, pois sabia que ele poderia acabar indo ainda mais devagar.
- Para onde estamos indo? - perguntei olhando em volta ao perceber que eu não fazia a minima ideia de onde estava.
- Você vai ver. - disse Austin e eu suspirei cansada me encostando na janela. - Chegamos! - ele disse em voz alta me assustando, pois eu já estava quase dormindo.
Olhei em volta e vi que estava em um estacionamento bem grande, mas com poucos carros estacionados. Austin olhou para mim e sorriu de um jeito que me fez ter medo do que iria acontecer.
- Vamos logo Julia. - ele disse e foi andando em direção á um elevador e me deu a caixinha do iphone antes de fechar o carro. - Boa sorte.
- Onde estamos? - perguntei e Dave riu. 
- Já já você descobre. - ele disse e eu revirei os olhos, odiava que me escondessem as coisas.
Assim que o elevador parou eu reconheci aquele lugar. Tudo bem que eu nunca havia ido lá antes, mas eu sabia que eu estava em um estúdio. Austin me guiou por um corredor onde pude ver vários discos de platina de muitas pessoas famosas. 
- Austin! - disse uma mulher que parecia ser uma secretária. - Até que em fim você chegou, estão todos te esperando lá dentro e... Quem é essa? - ela perguntou olhando para mim.
- Ela vai comigo. - ele disse dando de ombros. - Qual sala?
- 311B - respondeu prontamente e Austin seguiu por um corredor que provavelmente levaria á essa sala.
- Olá. - ele disse entrando e eu fiquei parada na porta ao ver a Becky G e mais quase uma dizia de homens e quatro mulheres vestidas com roupas formais. 
Dave me empurrou para que eu entrasse na sala. Tinham várias poltronas e uma mesa central com comidas e algumas bebidas. 
- Boa tarde. - eu disse entrando e Austin apontou para que eu me sentasse ao lado da Becky.
- Quem é essa Austin? - perguntou um senhor de quase cinquenta anos de cabelos grisalhos. 
- Ela está me acompanhando porque minha mãe não pode vir hoje. - respondeu Austin e eu o olhei confusa. - Vamos começar logo com isso.
- Certo. - disse o senhor e um homem de aparência mais nova levantou e começou a falar sobre alguns países. 
Em menos de dez minutos eu entendi porque Austin havia me levado ao ouvir ele dizer que iria resolver algumas coisas, mas eu ficaria na reunião prestando atenção nas coisas por ele. Pelo o que eu havia entendido o homem estava falando sobre os países que ele iria fazer turnê e estava explicando resumidamente algumas coisas sobre cada país, como a cultura. Na segunda parte ele falou sobre a imprensa, programas de televisão e entrevistas com rádios e tudo mais. Nessa parte vi que tinha um cara um pouco gordo e quase careca anotando tudo, provavelmente deveria ser o empresário do Austin. Depois de quase duas horas, quando chegou ao final eles entregaram alguns pratos típicos de cada país e em pouco tempo aquilo havia virado uma mini festa.
- Oi Julia. - disse Becky se aproximando de mim.
- Oi.- eu disse meio sem jeito. - Como sabe meu nome?
- Austin falou muito de você para mim. - ela disse e eu a olhei confusa. 
- Sério? - perguntei incrédula.
- Sim, achei bem legal da sua parte vir aqui ficar no lugar dele enquanto ele joga. - ela disse e comeu um camarão que tinha na bandeja. 
- Como? - perguntei.
- Esses caras sempre fazem isso antes de entrarmos em turnê e Austin sempre arruma alguém para ficar aqui no lugar dele enquanto ele fica jogando na sala de jogos do sétimo andar. Na verdade esses caras não ligam, contando que tenha alguém aqui está ótimo para eles. Porém da última vez o Zach e o Robert arrumaram uma briga aqui e Austin resolveu dar uma parada em trazer amigos para cá.
- Eu não acredito que ele fez isso! - eu disse com raiva e sai da sala indo atrás de certo moreno mentiroso.

- E se for? - eu disse e ele riu.

- Ok, vamos negociar "assaltante", você aceita minhas propostas e eu te dou o celular. - ele disse e eu me encostei no assento da cadeira.

- Vou tentar chamar menos atenção, pode ser assim? - perguntei e ele sorriu pegando o iPhone do bolso de novo.

- Pode. - ele disse e parou antes de que eu pegasse o celular. - E lembre-se amanhã vamos recomeçar tudo de novo.

- Amanhã? - perguntei confusa.

- É. Amanhã. - ele disse e eu dei de ombros.

- Ok. - falei e ele colocou o celular na minha mão.

- A caixinha está no carro, achei melhor tirar ele da caixa porque... Não cabia no meu bolso. - ele disse e olhou para o lado de fora onde dava para ver Dave no carro ainda tentando limpar o que eu havia molhado. - Eu pago a conta e você vai lá no banheiro pegar mais papel para ele, já que foi você que sujou tudo. Sabe Julia essa sua mania de tacar coisas nos outros é realmente estranha, podem pensar que você é louca.

- Vai se catar. - eu disse e joguei o suporte de guardanapo que tinha em cima da mesa, como ele havia dito, nossa trégua só começaria amanhã.

- Eu disse! - ele falou se levantando e eu me levantei também. - Da próxima vez te dou uma passagem para um hospício na Espanha.

Revirei os olhos e sai dali mexendo no meu novo celular. Era estranho mexer em um celular sem nada, mas eu mal podia esperar para voltar para casa e instalar tudo nele. Peguei um bolo de papel e escondi dentro do casaco. Não queria que me vissem saindo com um monte de papel na mão. Austin estava me esperando do lado de fora do McCafé e assim que viu eu saindo começou a andar em direção ao carro sem me esperar.

Assim que me aproximei do carro pude ver Dave todo atrapalhado com as folhas molhadas enquanto nos xingava, fazendo com que eu e Austin rissemos ao nos aproximarmos, já que eu havia conseguido alcançá-lo.

- Ah... Vocês estão ai ingratos. - ele disse e Austin deu o chocolate para ele. - Isso não vai compensar o que vocês fizeram aqui. - ele apontou com a cabeça para o carro e eu revirei os olhos.

- Dave você é muito burro, é só água. - eu disse e peguei os papéis que eu tinha pego no banheiro e comecei a limpar o banco.

- Mas a água entrou na costura do couro não dá para sair. - ele reclamou.

- Ok, deixa que eu cuido disso grandão. - eu disse e limpei o chão e os bancos rapidamente. - Sabe o Sol? Ele vai secar o resto.

- Ótimo, então você vai no molhado, eu dirijo agora. - ele disse e pegou a chave com o Austin que preferiu não reclamar e entrou no carro se sentando ao lado de Dave.

- E para onde foi o cavalheirismo de vocês? - perguntei indignada.

- Nosso cavalheirismo não tem nada haver com a sua idiotice. - disse Austin e Dave olhou para ele pensando em uma boa resposta, mas preferiu ficar quieto. Forrei o banco com alguns papéis que haviam sobrado e me sentei.

Dave dirigia devagar, não tão devagar assim, mas de qualquer forma, a lerdeza dele estava me incomodando. Pelo visto incomodava Austin também pelas caras que ele fazia quando olhava para o velocímetro e via que estávamos á 40 Km/h. Algo me dizia que Dave estava enrolando de propósito e achei melhor não falar nada sobre ele ir mais rápido, pois sabia que ele poderia acabar indo ainda mais devagar.

- Para onde estamos indo? - perguntei olhando em volta ao perceber que eu não fazia a minima ideia de onde estava.

- Você vai ver. - disse Austin e eu suspirei cansada me encostando na janela. - Chegamos! - ele disse em voz alta me assustando, pois eu já estava quase dormindo.

Olhei em volta e vi que estava em um estacionamento bem grande, mas com poucos carros estacionados. Austin olhou para mim e sorriu de um jeito que me fez ter medo do que iria acontecer.

- Vamos logo Julia. - ele disse e foi andando em direção á um elevador e me deu a caixinha do iphone antes de fechar o carro. - Boa sorte.

- Onde estamos? - perguntei e Dave riu. 

- Já já você descobre. - ele disse e eu revirei os olhos, odiava que me escondessem as coisas.

Assim que o elevador parou eu reconheci aquele lugar. Tudo bem que eu nunca havia ido lá antes, mas eu sabia que eu estava em um estúdio. Austin me guiou por um corredor onde pude ver vários discos de platina de muitas pessoas famosas. 

- Austin! - disse uma mulher que parecia ser uma secretária. - Até que em fim você chegou, estão todos te esperando lá dentro e... Quem é essa? - ela perguntou olhando para mim.

- Ela vai comigo. - ele disse dando de ombros. - Qual sala?

- 311B - respondeu prontamente e Austin seguiu por um corredor que provavelmente levaria á essa sala.

- Olá. - ele disse entrando e eu fiquei parada na porta ao ver a Becky G e mais quase uma dizia de homens e quatro mulheres vestidas com roupas formais. 

Dave me empurrou para que eu entrasse na sala. Tinham várias poltronas e uma mesa central com comidas e algumas bebidas. 

- Boa tarde. - eu disse entrando e Austin apontou para que eu me sentasse ao lado da Becky.

- Quem é essa Austin? - perguntou um senhor de quase cinquenta anos de cabelos grisalhos. 

- Ela está me acompanhando porque minha mãe não pode vir hoje. - respondeu Austin e eu o olhei confusa. - Vamos começar logo com isso.

- Certo. - disse o senhor e um homem de aparência mais nova levantou e começou a falar sobre alguns países. 

Em menos de dez minutos eu entendi porque Austin havia me levado ao ouvir ele dizer que iria resolver algumas coisas, mas eu ficaria na reunião prestando atenção nas coisas por ele. Pelo o que eu havia entendido o homem estava falando sobre os países que ele iria fazer turnê e estava explicando resumidamente algumas coisas sobre cada país, como a cultura. Na segunda parte ele falou sobre a imprensa, programas de televisão e entrevistas com rádios e tudo mais. Nessa parte vi que tinha um cara um pouco gordo e quase careca anotando tudo, provavelmente deveria ser o empresário do Austin. Depois de quase duas horas, quando chegou ao final eles entregaram alguns pratos típicos de cada país e em pouco tempo aquilo havia virado uma mini festa.

- Oi Julia. - disse Becky se aproximando de mim.

- Oi.- eu disse meio sem jeito. - Como sabe meu nome?

- Austin falou muito de você para mim. - ela disse e eu a olhei confusa. 

- Sério? - perguntei incrédula.

- Sim, achei bem legal da sua parte vir aqui ficar no lugar dele enquanto ele joga. - ela disse e comeu um camarão que tinha na bandeja. 

- Como? - perguntei.

- Esses caras sempre fazem isso antes de entrarmos em turnê.e Austin sempre arruma alguém para ficar aqui no lugar dele enquanto ele fica jogando na sala de jogos do sétimo andar. Na verdade esses caras não ligam, contando que tenha alguém aqui está ótimo para eles. Porém da última vez o Zach e o Robert arrumaram uma briga aqui e Austin resolveu dar uma parada em trazer amigos para cá.

- Eu não acredito que ele fez isso! - eu disse com raiva e sai da sala indo atrás de certo moreno mentiroso.
- Não! - eu disse e ele sorriu.

- Tudo bem. - ele disse e guardou o iPhone no bolso. - Sobre o que a gente estava falando mesmo?

- Isso não é justo! - reclamei e cruzei os braços emburrada fazendo ele rir e revirar os olhos.

- É mais do que justo. - ele disse dando de ombros.

- Não, não é! E eu não chamo atenção.

- Ah... Chama sim. - ele disse e olhou de relance para uma menina que usava um short curto que havia acabado de entrar.

- Não chamo. - eu disse e bati na mesa para chamar sua atenção.

- Chama. - ele disse e voltou a olhar para a garota que estava apoiada no balcão.

- Ei! - disse com um tom de voz um pouco mais alto e ele olhou assustado para mim. - Passa o iPhone!

- É um assalto por acaso? - ele perguntou rindo, finalmente esquecendo a garota de mini short que fazia o pedido no balcão.

- E se for? - eu disse e ele riu.

- Ok, vamos negociar "assaltante", você aceita minhas propostas e eu te dou o celular. - ele disse e eu me encostei no assento da cadeira.

- Vou tentar chamar menos atenção, pode ser assim? - perguntei e ele sorriu pegando o iPhone do bolso de novo.

- Pode. - ele disse e parou antes de que eu pegasse o celular. - E lembre-se amanhã vamos recomeçar tudo de novo.

- Amanhã? - perguntei confusa.

- É. Amanhã. - ele disse e eu dei de ombros.

- Ok. - falei e ele colocou o celular na minha mão.

- A caixinha está no carro, achei melhor tirar ele da caixa porque... Não cabia no meu bolso. - ele disse e olhou para o lado de fora onde dava para ver Dave no carro ainda tentando limpar o que eu havia molhado. - Eu pago a conta e você vai lá no banheiro pegar mais papel para ele, já que foi você que sujou tudo. Sabe Julia essa sua mania de tacar coisas nos outros é realmente estranha, podem pensar que você é louca.

- Vai se catar. - eu disse e joguei o suporte de guardanapo que tinha em cima da mesa, como ele havia dito, nossa trégua só começaria amanhã.

- Eu disse! - ele falou se levantando e eu me levantei também. - Da próxima vez te dou uma passagem para um hospício na Espanha.

Revirei os olhos e sai dali mexendo no meu novo celular. Era estranho mexer em um celular sem nada, mas eu mal podia esperar para voltar para casa e instalar tudo nele. Peguei um bolo de papel e escondi dentro do casaco. Não queria que me vissem saindo com um monte de papel na mão. Austin estava me esperando do lado de fora do McCafé e assim que viu eu saindo começou a andar em direção ao carro sem me esperar.

Assim que me aproximei do carro pude ver Dave todo atrapalhado com as folhas molhadas enquanto nos xingava, fazendo com que eu e Austin rissemos ao nos aproximarmos, já que eu havia conseguido alcançá-lo.

- Ah... Vocês estão ai ingratos. - ele disse e Austin deu o chocolate para ele. - Isso não vai compensar o que vocês fizeram aqui. - ele apontou com a cabeça para o carro e eu revirei os olhos.

- Dave você é muito burro, é só água. - eu disse e peguei os papéis que eu tinha pego no banheiro e comecei a limpar o banco.

- Mas a água entrou na costura do couro não dá para sair. - ele reclamou.

- Ok, deixa que eu cuido disso grandão. - eu disse e limpei o chão e os bancos rapidamente. - Sabe o Sol? Ele vai secar o resto.

- Ótimo, então você vai no molhado, eu dirijo agora. - ele disse e pegou a chave com o Austin que preferiu não reclamar e entrou no carro se sentando ao lado de Dave.

- E para onde foi o cavalheirismo de vocês? - perguntei indignada.

- Nosso cavalheirismo não tem nada haver com a sua idiotice. - disse Austin e Dave olhou para ele pensando em uma boa resposta, mas preferiu ficar quieto. Forrei o banco com alguns papéis que haviam sobrado e me sentei.

Dave dirigia devagar, não tão devagar assim, mas de qualquer forma, a lerdeza dele estava me incomodando. Pelo visto incomodava Austin também pelas caras que ele fazia quando olhava para o velocímetro e via que estávamos á 40 Km/h. Algo me dizia que Dave estava enrolando de propósito e achei melhor não falar nada sobre ele ir mais rápido, pois sabia que ele poderia acabar indo ainda mais devagar.

- Para onde estamos indo? - perguntei olhando em volta ao perceber que eu não fazia a minima ideia de onde estava.

- Você vai ver. - disse Austin e eu suspirei cansada me encostando na janela. - Chegamos! - ele disse em voz alta me assustando, pois eu já estava quase dormindo.

Olhei em volta e vi que estava em um estacionamento bem grande, mas com poucos carros estacionados. Austin olhou para mim e sorriu de um jeito que me fez ter medo do que iria acontecer.

- Vamos logo Julia. - ele disse e foi andando em direção á um elevador e me deu a caixinha do iphone antes de fechar o carro. - Boa sorte.

- Onde estamos? - perguntei e Dave riu. 

- Já já você descobre. - ele disse e eu revirei os olhos, odiava que me escondessem as coisas.

Assim que o elevador parou eu reconheci aquele lugar. Tudo bem que eu nunca havia ido lá antes, mas eu sabia que eu estava em um estúdio. Austin me guiou por um corredor onde pude ver vários discos de platina de muitas pessoas famosas. 

- Austin! - disse uma mulher que parecia ser uma secretária. - Até que em fim você chegou, estão todos te esperando lá dentro e... Quem é essa? - ela perguntou olhando para mim.

- Ela vai comigo. - ele disse dando de ombros. - Qual sala?

- 311B - respondeu prontamente e Austin seguiu por um corredor que provavelmente levaria á essa sala.

- Olá. - ele disse entrando e eu fiquei parada na porta ao ver a Becky G e mais quase uma dizia de homens e quatro mulheres vestidas com roupas formais. 

Dave me empurrou para que eu entrasse na sala. Tinham várias poltronas e uma mesa central com comidas e algumas bebidas. 

- Boa tarde. - eu disse entrando e Austin apontou para que eu me sentasse ao lado da Becky.

- Quem é essa Austin? - perguntou um senhor de quase cinquenta anos de cabelos grisalhos. 

- Ela está me acompanhando porque minha mãe não pode vir hoje. - respondeu Austin e eu o olhei confusa. - Vamos começar logo com isso.

- Certo. - disse o senhor e um homem de aparência mais nova levantou e começou a falar sobre alguns países. 

Em menos de dez minutos eu entendi porque Austin havia me levado ao ouvir ele dizer que iria resolver algumas coisas, mas eu ficaria na reunião prestando atenção nas coisas por ele. Pelo o que eu havia entendido o homem estava falando sobre os países que ele iria fazer turnê e estava explicando resumidamente algumas coisas sobre cada país, como a cultura. Na segunda parte ele falou sobre a imprensa, programas de televisão e entrevistas com rádios e tudo mais. Nessa parte vi que tinha um cara um pouco gordo e quase careca anotando tudo, provavelmente deveria ser o empresário do Austin. Depois de quase duas horas, quando chegou ao final eles entregaram alguns pratos típicos de cada país e em pouco tempo aquilo havia virado uma mini festa.

- Oi Julia. - disse Becky se aproximando de mim.

- Oi.- eu disse meio sem jeito. - Como sabe meu nome?

- Austin falou muito de você para mim. - ela disse e eu a olhei confusa. 

- Sério? - perguntei incrédula.

- Sim, achei bem legal da sua parte vir aqui ficar no lugar dele enquanto ele joga. - ela disse e comeu um camarão que tinha na bandeja. 

- Como? - perguntei.

- Esses caras sempre fazem isso antes de entrarmos em turnê.e Austin sempre arruma alguém para ficar aqui no lugar dele enquanto ele fica jogando na sala de jogos do sétimo andar. Na verdade esses caras não ligam, contando que tenha alguém aqui está ótimo para eles. Porém da última vez o Zach e o Robert arrumaram uma briga aqui e Austin resolveu dar uma parada em trazer amigos para cá.

- Eu não acredito que ele fez isso! - eu disse com raiva e sai da sala indo atrás de certo moreno mentiroso."Era isso que eles queriam: Mentiras. Mentiras maravilhosas. Era disso que precisavam. As pessoas eram idiotas, seria fácil para mim assim."
- Não! - eu disse e ele sorriu.

- Tudo bem. - ele disse e guardou o iPhone no bolso. - Sobre o que a gente estava falando mesmo?

- Isso não é justo! - reclamei e cruzei os braços emburrada fazendo ele rir e revirar os olhos.

- É mais do que justo. - ele disse dando de ombros.

- Não, não é! E eu não chamo atenção.

- Ah... Chama sim. - ele disse e olhou de relance para uma menina que usava um short curto que havia acabado de entrar.

- Não chamo. - eu disse e bati na mesa para chamar sua atenção.

- Chama. - ele disse e voltou a olhar para a garota que estava apoiada no balcão.

- Ei! - disse com um tom de voz um pouco mais alto e ele olhou assustado para mim. - Passa o iPhone!

- É um assalto por acaso? - ele perguntou rindo, finalmente esquecendo a garota de mini short que fazia o pedido no balcão.

- E se for? - eu disse e ele riu.

- Ok, vamos negociar "assaltante", você aceita minhas propostas e eu te dou o celular. - ele disse e eu me encostei no assento da cadeira.

- Vou tentar chamar menos atenção, pode ser assim? - perguntei e ele sorriu pegando o iPhone do bolso de novo.

- Pode. - ele disse e parou antes de que eu pegasse o celular. - E lembre-se amanhã vamos recomeçar tudo de novo.

- Amanhã? - perguntei confusa.

- É. Amanhã. - ele disse e eu dei de ombros.

- Ok. - falei e ele colocou o celular na minha mão.

- A caixinha está no carro, achei melhor tirar ele da caixa porque... Não cabia no meu bolso. - ele disse e olhou para o lado de fora onde dava para ver Dave no carro ainda tentando limpar o que eu havia molhado. - Eu pago a conta e você vai lá no banheiro pegar mais papel para ele, já que foi você que sujou tudo. Sabe Julia essa sua mania de tacar coisas nos outros é realmente estranha, podem pensar que você é louca.

- Vai se catar. - eu disse e joguei o suporte de guardanapo que tinha em cima da mesa, como ele havia dito, nossa trégua só começaria amanhã.

- Eu disse! - ele falou se levantando e eu me levantei também. - Da próxima vez te dou uma passagem para um hospício na Espanha.

Revirei os olhos e sai dali mexendo no meu novo celular. Era estranho mexer em um celular sem nada, mas eu mal podia esperar para voltar para casa e instalar tudo nele. Peguei um bolo de papel e escondi dentro do casaco. Não queria que me vissem saindo com um monte de papel na mão. Austin estava me esperando do lado de fora do McCafé e assim que viu eu saindo começou a andar em direção ao carro sem me esperar.

Assim que me aproximei do carro pude ver Dave todo atrapalhado com as folhas molhadas enquanto nos xingava, fazendo com que eu e Austin rissemos ao nos aproximarmos, já que eu havia conseguido alcançá-lo.

- Ah... Vocês estão ai ingratos. - ele disse e Austin deu o chocolate para ele. - Isso não vai compensar o que vocês fizeram aqui. - ele apontou com a cabeça para o carro e eu revirei os olhos.

- Dave você é muito burro, é só água. - eu disse e peguei os papéis que eu tinha pego no banheiro e comecei a limpar o banco.

- Mas a água entrou na costura do couro não dá para sair. - ele reclamou.

- Ok, deixa que eu cuido disso grandão. - eu disse e limpei o chão e os bancos rapidamente. - Sabe o Sol? Ele vai secar o resto.

- Ótimo, então você vai no molhado, eu dirijo agora. - ele disse e pegou a chave com o Austin que preferiu não reclamar e entrou no carro se sentando ao lado de Dave.

- E para onde foi o cavalheirismo de vocês? - perguntei indignada.

- Nosso cavalheirismo não tem nada haver com a sua idiotice. - disse Austin e Dave olhou para ele pensando em uma boa resposta, mas preferiu ficar quieto. Forrei o banco com alguns papéis que haviam sobrado e me sentei.

Dave dirigia devagar, não tão devagar assim, mas de qualquer forma, a lerdeza dele estava me incomodando. Pelo visto incomodava Austin também pelas caras que ele fazia quando olhava para o velocímetro e via que estávamos á 40 Km/h. Algo me dizia que Dave estava enrolando de propósito e achei melhor não falar nada sobre ele ir mais rápido, pois sabia que ele poderia acabar indo ainda mais devagar.

- Para onde estamos indo? - perguntei olhando em volta ao perceber que eu não fazia a minima ideia de onde estava.

- Você vai ver. - disse Austin e eu suspirei cansada me encostando na janela. - Chegamos! - ele disse em voz alta me assustando, pois eu já estava quase dormindo.

Olhei em volta e vi que estava em um estacionamento bem grande, mas com poucos carros estacionados. Austin olhou para mim e sorriu de um jeito que me fez ter medo do que iria acontecer.

- Vamos logo Julia. - ele disse e foi andando em direção á um elevador e me deu a caixinha do iphone antes de fechar o carro. - Boa sorte.

- Onde estamos? - perguntei e Dave riu. 

- Já já você descobre. - ele disse e eu revirei os olhos, odiava que me escondessem as coisas.

Assim que o elevador parou eu reconheci aquele lugar. Tudo bem que eu nunca havia ido lá antes, mas eu sabia que eu estava em um estúdio. Austin me guiou por um corredor onde pude ver vários discos de platina de muitas pessoas famosas. 

- Austin! - disse uma mulher que parecia ser uma secretária. - Até que em fim você chegou, estão todos te esperando lá dentro e... Quem é essa? - ela perguntou olhando para mim.

- Ela vai comigo. - ele disse dando de ombros. - Qual sala?

- 311B - respondeu prontamente e Austin seguiu por um corredor que provavelmente levaria á essa sala.

- Olá. - ele disse entrando e eu fiquei parada na porta ao ver a Becky G e mais quase uma dizia de homens e quatro mulheres vestidas com roupas formais. 

Dave me empurrou para que eu entrasse na sala. Tinham várias poltronas e uma mesa central com comidas e algumas bebidas. 

- Boa tarde. - eu disse entrando e Austin apontou para que eu me sentasse ao lado da Becky.

- Quem é essa Austin? - perguntou um senhor de quase cinquenta anos de cabelos grisalhos. 

- Ela está me acompanhando porque minha mãe não pode vir hoje. - respondeu Austin e eu o olhei confusa. - Vamos começar logo com isso.

- Certo. - disse o senhor e um homem de aparência mais nova levantou e começou a falar sobre alguns países. 

Em menos de dez minutos eu entendi porque Austin havia me levado ao ouvir ele dizer que iria resolver algumas coisas, mas eu ficaria na reunião prestando atenção nas coisas por ele. Pelo o que eu havia entendido o homem estava falando sobre os países que ele iria fazer turnê e estava explicando resumidamente algumas coisas sobre cada país, como a cultura. Na segunda parte ele falou sobre a imprensa, programas de televisão e entrevistas com rádios e tudo mais. Nessa parte vi que tinha um cara um pouco gordo e quase careca anotando tudo, provavelmente deveria ser o empresário do Austin. Depois de quase duas horas, quando chegou ao final eles entregaram alguns pratos típicos de cada país e em pouco tempo aquilo havia virado uma mini festa.

- Oi Julia. - disse Becky se aproximando de mim.

- Oi.- eu disse meio sem jeito. - Como sabe meu nome?

- Austin falou muito de você para mim. - ela disse e eu a olhei confusa. 

- Sério? - perguntei incrédula.

- Sim, achei bem legal da sua parte vir aqui ficar no lugar dele enquanto ele joga. - ela disse e comeu um camarão que tinha na bandeja. 

- Como? - perguntei.

- Esses caras sempre fazem isso antes de entrarmos em turnê.e Austin sempre arruma alguém para ficar aqui no lugar dele enquanto ele fica jogando na sala de jogos do sétimo andar. Na verdade esses caras não ligam, contando que tenha alguém aqui está ótimo para eles. Porém da última vez o Zach e o Robert arrumaram uma briga aqui e Austin resolveu dar uma parada em trazer amigos para cá.

- Eu não acredito que ele fez isso! - eu disse com raiva e sai da sala indo atrás de certo moreno mentiroso.
- Não! - eu disse e ele sorriu.

- Tudo bem. - ele disse e guardou o iPhone no bolso. - Sobre o que a gente estava falando mesmo?

- Isso não é justo! - reclamei e cruzei os braços emburrada fazendo ele rir e revirar os olhos.

- É mais do que justo. - ele disse dando de ombros.

- Não, não é! E eu não chamo atenção.

- Ah... Chama sim. - ele disse e olhou de relance para uma menina que usava um short curto que havia acabado de entrar.

- Não chamo. - eu disse e bati na mesa para chamar sua atenção.

- Chama. - ele disse e voltou a olhar para a garota que estava apoiada no balcão.

- Ei! - disse com um tom de voz um pouco mais alto e ele olhou assustado para mim. - Passa o iPhone!

- É um assalto por acaso? - ele perguntou rindo, finalmente esquecendo a garota de mini short que fazia o pedido no balcão.

- E se for? - eu disse e ele riu.

- Ok, vamos negociar "assaltante", você aceita minhas propostas e eu te dou o celular. - ele disse e eu me encostei no assento da cadeira.

- Vou tentar chamar menos atenção, pode ser assim? - perguntei e ele sorriu pegando o iPhone do bolso de novo.

- Pode. - ele disse e parou antes de que eu pegasse o celular. - E lembre-se amanhã vamos recomeçar tudo de novo.

- Amanhã? - perguntei confusa.

- É. Amanhã. - ele disse e eu dei de ombros.

- Ok. - falei e ele colocou o celular na minha mão.

- A caixinha está no carro, achei melhor tirar ele da caixa porque... Não cabia no meu bolso. - ele disse e olhou para o lado de fora onde dava para ver Dave no carro ainda tentando limpar o que eu havia molhado. - Eu pago a conta e você vai lá no banheiro pegar mais papel para ele, já que foi você que sujou tudo. Sabe Julia essa sua mania de tacar coisas nos outros é realmente estranha, podem pensar que você é louca.

- Vai se catar. - eu disse e joguei o suporte de guardanapo que tinha em cima da mesa, como ele havia dito, nossa trégua só começaria amanhã.

- Eu disse! - ele falou se levantando e eu me levantei também. - Da próxima vez te dou uma passagem para um hospício na Espanha.

Revirei os olhos e sai dali mexendo no meu novo celular. Era estranho mexer em um celular sem nada, mas eu mal podia esperar para voltar para casa e instalar tudo nele. Peguei um bolo de papel e escondi dentro do casaco. Não queria que me vissem saindo com um monte de papel na mão. Austin estava me esperando do lado de fora do McCafé e assim que viu eu saindo começou a andar em direção ao carro sem me esperar.

Assim que me aproximei do carro pude ver Dave todo atrapalhado com as folhas molhadas enquanto nos xingava, fazendo com que eu e Austin rissemos ao nos aproximarmos, já que eu havia conseguido alcançá-lo.

- Ah... Vocês estão ai ingratos. - ele disse e Austin deu o chocolate para ele. - Isso não vai compensar o que vocês fizeram aqui. - ele apontou com a cabeça para o carro e eu revirei os olhos.

- Dave você é muito burro, é só água. - eu disse e peguei os papéis que eu tinha pego no banheiro e comecei a limpar o banco.

- Mas a água entrou na costura do couro não dá para sair. - ele reclamou.

- Ok, deixa que eu cuido disso grandão. - eu disse e limpei o chão e os bancos rapidamente. - Sabe o Sol? Ele vai secar o resto.

- Ótimo, então você vai no molhado, eu dirijo agora. - ele disse e pegou a chave com o Austin que preferiu não reclamar e entrou no carro se sentando ao lado de Dave.

- E para onde foi o cavalheirismo de vocês? - perguntei indignada.

- Nosso cavalheirismo não tem nada haver com a sua idiotice. - disse Austin e Dave olhou para ele pensando em uma boa resposta, mas preferiu ficar quieto. Forrei o banco com alguns papéis que haviam sobrado e me sentei.

Dave dirigia devagar, não tão devagar assim, mas de qualquer forma, a lerdeza dele estava me incomodando. Pelo visto incomodava Austin também pelas caras que ele fazia quando olhava para o velocímetro e via que estávamos á 40 Km/h. Algo me dizia que Dave estava enrolando de propósito e achei melhor não falar nada sobre ele ir mais rápido, pois sabia que ele poderia acabar indo ainda mais devagar.

- Para onde estamos indo? - perguntei olhando em volta ao perceber que eu não fazia a minima ideia de onde estava.

- Você vai ver. - disse Austin e eu suspirei cansada me encostando na janela. - Chegamos! - ele disse em voz alta me assustando, pois eu já estava quase dormindo.

Olhei em volta e vi que estava em um estacionamento bem grande, mas com poucos carros estacionados. Austin olhou para mim e sorriu de um jeito que me fez ter medo do que iria acontecer.

- Vamos logo Julia. - ele disse e foi andando em direção á um elevador e me deu a caixinha do iphone antes de fechar o carro. - Boa sorte.

- Onde estamos? - perguntei e Dave riu. 

- Já já você descobre. - ele disse e eu revirei os olhos, odiava que me escondessem as coisas.

Assim que o elevador parou eu reconheci aquele lugar. Tudo bem que eu nunca havia ido lá antes, mas eu sabia que eu estava em um estúdio. Austin me guiou por um corredor onde pude ver vários discos de platina de muitas pessoas famosas. 

- Austin! - disse uma mulher que parecia ser uma secretária. - Até que em fim você chegou, estão todos te esperando lá dentro e... Quem é essa? - ela perguntou olhando para mim.

- Ela vai comigo. - ele disse dando de ombros. - Qual sala?

- 311B - respondeu prontamente e Austin seguiu por um corredor que provavelmente levaria á essa sala.

- Olá. - ele disse entrando e eu fiquei parada na porta ao ver a Becky G e mais quase uma dizia de homens e quatro mulheres vestidas com roupas formais. 

Dave me empurrou para que eu entrasse na sala. Tinham várias poltronas e uma mesa central com comidas e algumas bebidas. 

- Boa tarde. - eu disse entrando e Austin apontou para que eu me sentasse ao lado da Becky.

- Quem é essa Austin? - perguntou um senhor de quase cinquenta anos de cabelos grisalhos. 

- Ela está me acompanhando porque minha mãe não pode vir hoje. - respondeu Austin e eu o olhei confusa. - Vamos começar logo com isso.

- Certo. - disse o senhor e um homem de aparência mais nova levantou e começou a falar sobre alguns países. 

Em menos de dez minutos eu entendi porque Austin havia me levado ao ouvir ele dizer que iria resolver algumas coisas, mas eu ficaria na reunião prestando atenção nas coisas por ele. Pelo o que eu havia entendido o homem estava falando sobre os países que ele iria fazer turnê e estava explicando resumidamente algumas coisas sobre cada país, como a cultura. Na segunda parte ele falou sobre a imprensa, programas de televisão e entrevistas com rádios e tudo mais. Nessa parte vi que tinha um cara um pouco gordo e quase careca anotando tudo, provavelmente deveria ser o empresário do Austin. Depois de quase duas horas, quando chegou ao final eles entregaram alguns pratos típicos de cada país e em pouco tempo aquilo havia virado uma mini festa.

- Oi Julia. - disse Becky se aproximando de mim.

- Oi.- eu disse meio sem jeito. - Como sabe meu nome?

- Austin falou muito de você para mim. - ela disse e eu a olhei confusa. 

- Sério? - perguntei incrédula.

- Sim, achei bem legal da sua parte vir aqui ficar no lugar dele enquanto ele joga. - ela disse e comeu um camarão que tinha na bandeja. 

- Como? - perguntei.

- Esses caras sempre fazem isso antes de entrarmos em turnê.e Austin sempre arruma alguém para ficar aqui no lugar dele enquanto ele fica jogando na sala de jogos do sétimo andar. Na verdade esses caras não ligam, contando que tenha alguém aqui está ótimo para eles. Porém da última vez o Zach e o Robert arrumaram uma briga aqui e Austin resolveu dar uma parada em trazer amigos para cá.

- Eu não acredito que ele fez isso! - eu disse com raiva e sai da sala indo atrás de certo moreno mentiroso.